https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/issue/feed Revista Sergipana de Educação Ambiental 2020-11-01T09:48:00-03:00 Aline Lima de Oliveira Nepomuceno revisea.se@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A Revista Sergipana de Educação Ambiental (ReviSea) é uma publicação exclusivamente eletrônica do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental – GEPEASE/UFS&nbsp; e do Projeto Sala Verde na Universidade Federal de Sergipe/UFS. Fundada em 2014, com o objetivo de disseminar a produção, resultados e reflexões advindos de investigações científicas e metodológicas, bem como contribuir para consolidar abordagens formais e não formais e formar professores em Educação Ambiental (EA) no país.&nbsp;<br><strong>E-ISSN</strong>: 2359-4993</p> https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14637 Diálogos entre Educação Ambiental e Educação em Ciências em tempos de pandemia buscando caminhos em prol dos Direitos Humanos e da Terra 2020-10-31T16:46:32-03:00 Patricia Giraldi PATRICIAMGIRALDI@GMAIL.COM Suzani Cassiani suzanicassiani@gmail.com 2020-10-31T12:46:20-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14520 Educação Ambiental Desde El Sur 2020-10-31T12:48:32-03:00 Luiz Rufino Rufino luizrfn@gmail.com Daniel Renaud Camargo danielrenaud_22@hotmail.com Celso Sánchez celso.sanchez@hotmail.com <p>Este artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões teóricas para pensar a educação ambiental a partir de uma perspectiva biocósmica, tendo como bases o caminho das pedagogias de encruzilhadas e uma discussão crítica sobre o desenvolvimento sustentável, para aportar em uma educação ambiental contextualizada às realidades do Sul global. Introduzimos a ideia da terrexistência como um imperativo para o re-encantamento da educação ambiental e, consequentemente, a produção de uma vertente Desde El Sur. Defendemos, portanto, a possibilidade do re-encantamento como política da vida, para a produção de abordagens capazes de enfrentar a batalha da descolonização das propostas de educação ambiental.</p> 2020-10-29T12:27:31-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14517 Do paradigma da dominação para o paradigma da coexistência 2020-10-31T12:48:33-03:00 Mairon Escorsi Valério mairon.valerio@uffs.edu.br Elisabete Cristina Hammes elisabete.hammes@gmail.com <p>Este artigo surge de um estudo que busca encontrar a lógica intrínseca na produção de conhecimento de um dos povos nativos que sobreviveu ao extermínio, e hoje, após 500 anos de dominação, acessa o ensino superior. O povo Kaingang possui uma organização cosmológica diferenciada daquela que origina a ciência hegemônica. No lugar de dualidades opositoras, constrói sentidos e significados em dualidades complementares. Este e outros diferenciais podem contribuir significativamente para caminharmos para um outro paradigma, onde dualidades e hierarquias perdem o sentido, e a razão. Muito mais do que um objeto de uso e exploração, a natureza é nossa casa. Reencontrar o caminho de casa é uma tarefa possível, desde que estejamos abertos a permitir outras percepções, e relações com os seres que habitam o planeta.</p> 2020-10-29T12:26:01-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14397 Guaranização da educação em ciências: 2020-10-31T12:48:33-03:00 Raíza PADILHA SCANAVACA raizapadilha@gmail.com Eunice Antunes kyxapyry@gmail.com Suzani CASSIANI suzanicassiani@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo se constrói a partir de uma pesquisa-ação na elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental do Morro dos Cavalos junto à comunidade Guarani. Buscamos perceber entendimentos de conceitos como: "ambiente", "natureza", "vida", "território" e práticas pedagógicas para a educação em ciências. Com isso, percebemos a necessidade de “guaranizar” a ciências para construção de novos valores civilizatórios que confrontam a colonialidade, o capitalismo e construa a busca pela liberdade de todas as formas de vida, o nhandereko Guarani, ou o "bem viver", fundido pelos povos originários da América Latina. Mudanças em "forma" e "conteúdos" são apontados como necessárias. A linguagem, a importância das palavras, dos conceitos, do corpo, do movimento, de conflitos de racionalidades que busque uma educação anti-racista e envolvida com o todo.</span></p> 2020-10-29T12:15:57-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14387 Entre o bélico e o diplomático 2020-10-31T12:48:34-03:00 Alice Pagan apagan.ufs@gmail.com <p>Refleti sobre as características dos elementos não racionais da aprendizagem e suas contribuições a um ensino de biologia para o autoconhecimento. Primeiramente apresentei algumas das limitações do modelo de ciência bélica, embasada na racionalidade, fazendo uma provocação sobre a necessidade de transiciona-la para um modelo com características femininas e diplomáticas. Por fim, trouxe propostas para pensarmos o contexto pandêmico, a partir dessa&nbsp; perspectiva. Concluí que feminilizar a ciência não é simplesmente formar mulheres para serem cientistas, é agregar as habilidades femininas para esse fazer, construindo assim relações ecossociais diplomáticas em detrimento daquelas bélicas, da ciência patriarcal colonizadora. A partir dessa perspectiva pensando em reduzirmos as vulnerabilidades frente ao COVID-19, é fundamental refletirmos sobre os afetos que emergem das relações interespecíficas. Isso começa a ser possível quando passamos a considerar um ensino-aprendizagem que se coloque para além da racionalidade, que passe pela fruição, pelas conexões afetivas e viscerais com o planeta.</p> 2020-10-30T14:41:03-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14425 A (re)existência de mulheres na forma de saberes ancestrais 2020-10-31T12:48:34-03:00 Dominique Jacob Fernandes de Assis Castro dominique.assis@gmail.com Bruno Andrade Pinto Monteiro bapmonteiro@macae.ufrj.br <p>Fundos da Baía de Guanabara (RJ), local que a vida insiste em existir ou seria persistir? Marcado historicamente por injustiças socioambientais, os fundos da Baía ainda abrigam uma rica biodiversidade apesar de toda destruição e degradação em larga escala. E essa biodiversidade que insiste e persiste, também se encontra nas comunidades do entorno, principalmente nas mulheres, que ainda lutam pela vida, mesmo quando essa é sistematicamente institucionalizada para matá-las. E são seus saberes ancestrais que as ressignificam na luta diária de resistência, seja na forma de lidar com os conflitos socioambientais do entorno, seja no atual contexto pandêmico. Como esses saberes podem nos ajudar a refletir sobre relações outras entre educação, ciência e ambiente de forma mais justa? Quais contribuições esses saberes trazem para o ensino de ciências e a educação ambiental? Longe de fornecermos respostas, essas são algumas das reflexões para o qual o artigo se propõe.</p> 2020-10-29T12:19:46-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14323 Decolonialidade Quadrinística e Educação Ambiental 2020-10-31T12:48:35-03:00 Kassiano Ferreira kassiano.ferreira2@gmail.com Patricia Montanari Giraldi patriciamgiraldi@gmail.com <p>As Histórias em Quadrinhos (HQs) são detentoras de uma linguagem que combina textos e imagens as HQs possibilitam novas discussões e ampliação de compreensões sobre temáticas diversas. A discussão relaciona quadrinhos com as teorias decoloniais, para discutir temáticas voltadas às relações entre humano-natureza. A decolonialidade propõe mudanças ao partir da perspectiva do subalterno. Objetivando demonstrar como a Decolonialidade Quadrinística&nbsp; contribui para novas discussões para o campo da Educação Ambiental, é realizada uma análise da HQ Contos dos Orixás, de Hugo Canuto. Com o aporte teórico-metodológico da Análise de Discurso franco-brasileira, a obra é analisada, apontando sobre possibilidades de&nbsp; uma vivência harmônica e não-exploratória da natureza, entendendo a humanidade como integrante do ambiente e como as relações espirituais-mágicas que povos tradicionais possuem, reforçam esse modo de viver. Esses pontos discutidos a partir dos quadrinhos, possibilitam reflexões sobre a forma de viver, sendo importantes de serem levadas para a educação em ciências.</p> 2020-10-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14435 Entre a "oportunidade" e a passagem da "boiada" 2020-11-01T09:48:00-03:00 Roberto Dalmo Varallo Lima de Oliveira robertodalmo7@gmail.com Patrícia Barbosa Pereira patriciapereira@ufpr.br Leonir Lorenzetti leonirlorenzetti22@gmail.com <p>Durante a reunião ministerial realizada no dia 22 de abril de 2020 o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, proferiu um discurso que gerou intensas discussões em nível nacional e internacional. O presente artigo analisa como as mídias potencializaram a naturalização dos efeitos de sentidos sobre o agir político do discurso do Ministro Salles e as suas implicações para uma leitura crítica, indispensável para a formação de sujeitos de direitos e a promoção de alfabetização científica. O corpus de análise é composto de artigos publicados nos Jornais O Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Zero Hora, utilizando a Análise do Discurso franco-brasileira. Na análise do discurso do Ministro propusemos o entrelaçamento dos fios dos pressupostos teóricos da Alfabetização Científica, da Educação Ambiental Crítica e da Educação em Direitos Humanos.</p> 2020-10-29T12:21:01-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14484 Tensões entre transformação e reprodução de discursos socioambientais: 2020-10-31T12:48:36-03:00 Yasmim Nunes Carvalho yasmimncarvalho@gmail.com Aline Lima de Oliveira Nepomuceno aline_limadeoliveira@yahoo.com.br <p>A Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Sergipe (CIEASE) foi criada em 1999, pelo decreto estadual 18.509. A CIEASE é formada por representantes de órgãos estatais de Meio Ambiente, Educação, Cultura e Esporte, universidades,&nbsp;de ONGs e da sociedade civil. A principal responsabilidade desta comissão é a definição, implementação e o acompanhamento da Política Estadual de Educação Ambiental. A pesquisa teve como objetivo buscar respostas para alguns desafios enfrentados na implementação da Educação Ambiental no Estado de Sergipe, especificamente em relação à CIEASE para a formação de educadores(as) socioambientais.&nbsp;Utilizou-se uma metodologia com abordagem qualitativa, na qual foi feita uma análise, baseada em Análise Textual Discursiva, dos documentos cedidos pela Comissão e das entrevistas semiestruturadas. Conclui-se&nbsp;que a formação dos membros da CIEASE como educador(a) socioambiental não está alinhada à EA Crítica,&nbsp;o que possivelmente limita os interesses políticos e a atuação desta comissão.</p> 2020-10-29T12:23:34-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14351 A pandemia como propulsora de insurgências no por vir do ensino de biologia e educação ambiental 2020-10-31T12:48:36-03:00 Marco Antonio Barzano malbarzano@uefs.br André Carneiro Melo acmelo1980@gmail.com <p>No momento em que o Brasil atravessa um período de barbárie com o anúncio de mais de cento e vinte mil mortes por conta da pandemia relacionada ao Covid-19, pretendemos abordar no presente artigo um ensaio acerca dos efeitos em relação à educação ambiental articulada ao ensino de Ciências e Biologia, com o objetivo de vislumbrar e contribuir para uma educação mais humanizadora. Defendemos, com base no pressuposto epistemológico decolonial, a compreensão de que os saberes ancestrais, das comunidades tradicionais, possam produzir sentidos e significados para a construção dos currículos das margens. Desse modo, nos inspiramos na experiência de uma pesquisa desenvolvida em uma comunidade quilombola e que, a partir dela, ampliamos nosso repertório teórico e metodológico, que tem sido inspirador para outras pesquisas em andamento, além de partilharmos nossas reflexões acerca do contexto atual e daquilo que podemos contribuir para um tempo por vir.</p> 2020-10-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14360 Dinâmica ecológica das pandemias: uma reflexão importante para a educação ambiental. 2020-10-31T12:48:37-03:00 Iván Darío Loaiza Campiño idloaizac@ut.edu.co Gloria Marcela Flórez espinosa gmfloreze@ut.edu.co <p>A educação ambiental é um campo emergente do conhecimento em tensão e disputa, é também um campo para o diálogo do conhecimento e da construção a partir da interdisciplinaridade. Nesse sentido, a ecologia como base para a compreensão das relações interdependentes que tornam a vida possível, constitui uma possibilidade de reflexão e entendimento da atual crise ambiental exacerbada por eventos como desmatamento, contaminação do patrimônio da água, injustiça social, entre outras, que favorecem o aparecimento de pandemias como a febre hemorrágica argentina, o Nipah e atualmente o Covid-19. O artigo é assumido como uma contribuição da ecologia para a educação ambiental do cidadão em tempos de pandemia, apresentando uma estrutura conceitual básica sobre ecossistemas, a presença de algumas pandemias na história da humanidade e as pandemias como resposta à deterioração ambiental localizada na região. modelo de desenvolvimento predominante.</p> <p>&nbsp;</p> 2020-10-29T12:15:05-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14402 Formação docente, tecnologia educacional e Educação Ambiental pós-pandemia da Covid-19 2020-10-31T16:51:04-03:00 Andrea CARVALHO VIEIRA andrea.vieira@capes.gov.br Célia Tanajura Machado celia.tanajura@gmail.com Diogo Onofre Gomes de Souza diogo.bioq@gmail.com <p>O presente artigo objetiva refletir sobre o contexto político e legal da formação de professores para o Ensino de Ciências no Brasil e o papel da Educação Ambiental durante e após a pandemia da Covid-19, quando do retorno dos estudantes das redes públicas de ensino às atividades escolares, levando em consideração o uso da tecnologia educacional como possibilidade de uma interlocução transformadora na vida escolar. O estudo aqui apresentado caracteriza-se como um exercício teórico e adotou, como metodologia para a produção de dados estudos bibliográficos e análise de documentos. Como resultados encontrados restou consolidada a necessidade de que as aprendizagens alcançadas por estudantes e professores durante a quarentena da pandemia&nbsp; devem ser valorizadas, especialmente em processo de formação de professores para o Ensino de Ciências e que os saberes aprendidos em Educação Ambiental são fundamentais para a convivência de estudantes e professores nas escolas, quando do retorno às atividades escolares.</p> 2020-10-29T12:16:51-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/revisea/article/view/14530 Adequando a tecnologia para a emancipação 2020-10-31T14:34:15-03:00 Samuel Penteado Urban samuelurban15@yahoo.com.br Irlan von Linsingen irlan.von@gmail.com Tamara Miranda de Moura tamaramiranda.uern@gmail.com <p>O presente texto tem como objetivo relatar a experiência acerca da primeira edição do curso de extensão 'Saberes e resistências em tempos de pandemia', realizado junto a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, por meio de aulas síncronas (lives), veículadas através da plataforma <em>YouTube</em>. Considerando que a presente atividade foi realizada por meio da utilização da Tecnologia Convencional/Capitalista, foi possível pensá-la como possibilidade contra hegemônica no sentido da adequação socio-técnica, levando em conta a ampliação dos processos sócio inclusivos. Os conteúdos apresentados tiveram como pano de fundo o diálogo de saberes de diversas áreas de conhecimento e o atual contexto de pandemia.</p> 2020-10-29T12:30:24-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sergipana de Educação Ambiental