A horta escolar como caminho para a agroecologia escolar

Palavras-chave: Agorecologia, Educação Ambiental, Hortas escolares, Justiça Ambiental

Resumo

O presente artigo surge a partir de entrecruzamentos de dados de um projeto de iniciação científica, desenvolvido entre os anos de 2016 e 2019, e de uma dissertação de mestrado defendida em 2019.  O artigo objetiva discutir dados sobre estruturas físicas e pedagógicas de hortas de escolas públicas de uma cidade no estado de Minas Gerais, além de discutir suas implicações à agroecologia e à educação ambiental a partir da problematização de discursos docentes. Por meio da imersão nas escolas mapeadas e de um curso de formação, realizamos entrevistas semi-estruturadas com os/as responsáveis pelas hortas escolares e as analisamos, a partir dos pressupostos da Análise Crítica do Discurso. As práticas pedagógicas relacionadas à horta escolar se relacionam à uma Educação Ambiental que pouco discute temáticas sociocríticas, entretanto destacamos o potencial contra-hegemônico do trabalho pedagógico, já que  as professoras entrevistadas enunciam a natureza como direito de ser e existir ao trabalhar e discutir conteúdos que permeiam seu cotidiano, possibilitando estreitar laços entre comunidade e escola, assim como a ressignificação da relação entre sociedade, natureza e alimento.

Palavras-chave: Agroecologia. Educação Ambiental. Hortas escolares. Justiça Ambiental.

Biografia do Autor

Letícia Riguetto Nunes, Universidade Federal de Juiz de Fora

Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Viçosa. Participou do Programa de Educação Tutorial (PET) Biologia UFV durante 2 anos. Trabalhou no Museu de Zoologia João Moojen durante os anos de 2015 e 2016. Foi integrante do grupo TANATOSE - Ensino, pesquisa e extensão na área de Educação, onde participou do grupo de pesquisa sobre Docentes Formadores do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Foi também voluntária no grupo de Educação e Interpretação Ambiental, Trilheiros do Sauá, na Mata da Biologia da UFV, e integrante do grupo de extensão Trabalho, Juventude e Agricultura Familiar. Mestre em Educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Integrante do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental desde 2017. Trabalhou no Jardim Botânico da UFJF como responsável pela formação da equipe de Educação Ambiental. Atualmente leciona na Escola Estadual Prof. Lívio de Castro Carneiro. E-mail: leticiariguettonunes@gmail.com

Camila Rotatori, UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Juiz de fora. Sou bolsista de Iniciação Científica e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental (GEA/NEC/UFJF) coordenado pela Profa Dra Angélica Cosenza. E-mail: camilarotatori29@gmail.com.

Angélica Cosenza, UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. Possuí graduação em Ciências Biológicas (1998) e Mestrado em Educação (2004) pela UFJF. Sou doutora em Educação em Ciências e Saúde (2014) pelo Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde da UFRJ, tendo cumprido também parte de minha formação doutoral (2013) na Universidade Autônoma de Barcelona/ Espanha (UAB). Atua como professora e pesquisadora no Grupo de Pesquisa “Núcleo de Educação em Ciência, Matemática e Tecnologia” (NEC/UFJF), onde coordeno o GEA- Grupo de estudos e pesquisas em educação ambiental. Atualmente também atuo como docente no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da UFJF (mestrado e doutorado acadêmicos). Na gestão acadêmica, atua como Coordenadora das Licenciaturas, ligada à Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD/ UFJF) e Coordenadora Institucional do PIBID UFJF. Assume como interesses de investigação: educação ambiental, ecologia política, justiça ambiental, práticas docentes, formação de professores e educadores ambientais, e fenômenos discursivos ambientais. E-mail: ar_cosenza@hotmail.com

Publicado
2020-06-11
Como Citar
Riguetto Nunes, L., Rotatori, C., & Cosenza, A. (2020). A horta escolar como caminho para a agroecologia escolar. Revista Sergipana De Educação Ambiental, 7(1), 1 - 21. https://doi.org/10.47401/revisea.v9i1.13373