https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/issue/feed Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura 2020-10-28T14:08:09-03:00 Carlos Magno Gomes calmag@bol.com.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A<strong> Interdisciplinar - Revista de estudos em língua e literatura - ISSN 1980-8879 -&nbsp; </strong>foi fundada em 2006,&nbsp; com a criação do primeiro curso de Pós-Graduação em Letras (<em>Lato Sensu</em>) &nbsp;do Campus de Itabaiana da UFS, com o objetivo de divulgar pesquisas interdisciplinares. &nbsp;Com o tempo, a revista se expandiu e passou a divulgar trabalhos de diversos Programas de Pós-Graduação (<em>Stricto Sensu</em>) Letras e Educação. O Conselho Editorial é composto por pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. Os volumes são organizados em parcerias e colaborações nacionais e internacionais com dossiê e seção livre, que podem ser divididos em Estudos Literários, Estudos Linguísticos e Interdisciplinares, de acordo com a temática proposta<strong>. </strong>Tanto o Dossiê, quanto a Seção Livre recebem artigos inéditos com ênfase em&nbsp;estudos interdisciplinares de diferentes áreas: Ensino, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Interdisciplinar e Educação.&nbsp;<br><strong>DOI</strong>: <a href="https://doi.org/10.47250/intrell">10.47250/intrell</a><br><strong>E-ISSN</strong>: 1980-8879&nbsp;<br><strong>Qualis</strong>: B2 - <strong>Linguística e Literatura <span style="font-size: 10px;">(Quadriênio 2013-2016)</span></strong></p> https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14619 Expediente 2020-10-28T11:32:15-03:00 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14620 Apresentação 2020-10-28T11:46:46-03:00 Ana Rita Santiago anaritasilva@ufrb.edu.br Jailma dos Santos Pedreira Moreira jailmapedreira@uol.com.br 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14621 INSURGÊNCIAS LITERÁRIAS DE AUTORIA NEGRO-FEMININA 2020-10-28T13:57:23-03:00 Ana Rita Santiago anaritasilva@ufrb.edu.br <p>A produção literária de algumas autoras negras brasileiras apresenta-se, frequentemente, marcada por uma gramática literária atravessada por táticas insurgentes de visibilidade e dessilenciamento de suas vozes autorais, bem como por temas e propósitos que se ancoram em tensionamentos do sexismo, a necropolítica e o racismo, com tons denunciativo e propositivo, e em poéticas de (re) existência, sonhos e memórias. Diante disso, este artigo faz leituras descritivo-interpretativas de algumas de suas tessituras poéticas, aportadas em princípios do devir-revolucionário (DELEUZE, 1990), resistências (FOUCAULT, 2002), (re) existência (SANTIAGO, 2018) e em algumas postulações da necropolítica (MBEMBE, 2018).</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Poética de (re) existência. Insurgências. Escritoras Negras.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14622 MULHERES NEGRAS RESISTEM NA FICÇÃO DE ESMERALDA RIBEIRO E CONCEIÇÃO EVARISTO 2020-10-28T13:58:43-03:00 Maria do Rosário A. Pereira mariadorosario58@gmail.com <p>O objetivo deste trabalho é apresentar uma leitura dos contos “Guarde segredo”, de Esmeralda Ribeiro, e “Quantos filhos Natalina teve”, de Conceição Evaristo, os quais dialogam sob a perspectiva do feminismo interseccional. Ambos apresentam protagonistas que resistem a formas de submissão da mulher negra: no primeiro conto, a personagem não aceita ser tratada como mero objeto sexual; no segundo, questionam-se os significados da maternidade e suas implicações. Como referencial teórico, utilizam-se textos de Eduardo de Assis Duarte, Florentina Souza, Edmilson de Almeida Pereira, dentre outros.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Literatura negra. Interseccionalidade. Esmeralda Ribeiro. Conceição Evaristo.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14623 CADERNOS NEGROS E AMERICANAH: CABELOS CRESPOS, AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA E OUTROS ANSEIOS 2020-10-28T13:59:29-03:00 Bárbara Maria de Jesus Oliveira barbarakinda@hotmail.com Maria Anória J. Oliveira anoria.oliveira@hotmail.com <p>O objetivo do presente texto é refletir sobre o processo de negação e/ou afirmação identitária das protagonistas em Impressões de uma infância (Cadernos Negros, no 36), de autoria de Silvana Martins (2013) e no romance Americanah, de Chimamanda Adichie (2014), a partir da relação com os seus cabelos crespos. Para tanto, realizamos a pesquisa bibliográfica e nos norteamos em estudos oriundos da literatura em interface com outras áreas do conhecimento. Com base nos estudos de Cuti, Florentina Souza, Jailma Moreira, Ana Rita Santiago e Eduardo Duarte, situamos a noção de literatura negra/afro-brasileira e destacamos a relevância das abordagens que visibilizam as vozes/linguagens das margens (HALL, 2005; hooks, 2019). Dentre estas, as referidas obras e respectivas fundamentações. À guisa da conclusão, refletimos acerca do impacto do padrão estético brancocêntrico (cabelos lisos ou alisados) para a re/constituição identitária das protagonistas culminando-se, por fim, com a “autorrecuperação” (hooks, 2019) e, por conseguinte, a reexistência.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Memória. Cabelo crespo. Identidade. Narrativa afro-diaspórica.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14624 UMA LEITURA SOCIOLÓGICA DE “ANA DAVENGA”, DE CONCEIÇÃO EVARISTO 2020-10-28T14:00:49-03:00 Leticia da Rocha de Araújo leticiarocha_ms@hotmail.com Michele Eduarda Brasil de Sá michele.eduarda@ufms.br <p>O presente trabalho tem como foco realizar uma leitura sociológica do conto “Ana Davenga”, de Conceição Evaristo, publicado no livro <em>Olhos d’água</em> em 2014, apresentando reflexões preliminares a respeito da condição da mulher negra tal como retratada no conto. Parte-se da concepção da literatura como instrumento de humanização: abordar a literatura afro-brasileira contribui não só para o conhecimento da sociedade brasileira, mas também minimiza preconceitos contra o povo negro. A análise conduzida apoia-se ainda em um recorte interdisciplinar com a sociologia, tangenciando com os estudos feministas (especialmente o feminismo negro), na medida em que considera a mulher negra como alvo de duplo preconceito. Apesar da narrativa contundente de Evaristo e do trágico desfecho, o conto se encerra com uma imagem de alento em meio ao sofrimento e à desigualdade. Como resultados esperados, temos a reflexão sobre o papel da literatura afro-brasileira no combate ao preconceito racial e a interpretação de um personagem emblemático que representa a condição da mulher negra e pobre no Brasil.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Literatura Brasileira, Estudos do Conto, Cultura Afro-brasileira.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14625 ESCRITORAS NEGRAS BAIANAS: TÁTICAS DE (RE) EXISTÊNCIA NO MERCADO EDITORIAL 2020-10-28T14:02:03-03:00 Jailma dos Santos Pedreira Moreira jailmapedreira@uol.com.br Taise Campos dos Santos Pinheiro de Souza taimelcampos18@gmail.com <p>O presente trabalho reflete sobre modos de produção e circulação de textos de escritoras negras baianas. Com isso, buscamos perceber os sentidos que atribuem para o literário, as ferramentas criadas para produzir, publicar, circular e distribuir suas obras. Verificamos que as escritoras pesquisadas encontram diversas dificuldades nesse processo. Tal fato ocorre por conta de um sistema de exclusão que abarca as variáveis: gênero, raça, classe e região. Apesar das formas de interdições que se refletem na dificuldade de materialização do livro, tais escritoras criam táticas que facilitam a chegada de seus textos a um público leitor e põem em questão uma cultura capitalista, patriarcal e etnocêntrica. Isso demonstra o quanto estas escritoras, pouco visibilizadas, têm resistido e criado linhas de fuga perante sistemas de coerção que as aprisionam. Utilizamos como base teórica autores como Eduardo Duarte (2005), Ana Santiago (2012), Miriam Alves (2010), Jailma Moreira (2015), Fredric Jameson (2004), entre outros.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Literatura. Gênero. Raça. Mercado.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14626 NOS ARCANOS DO IMPÉRIO, RACISMO E ESCRITA DE AUTORIA FEMININA NO ROMANCE DE EZILDA BARRETO 2020-10-28T14:04:38-03:00 Ana Patrícia Frederico Silveira ana.frederico@ifsertao-pe.edu.br Sávio Roberto Fonseca de Freitas savioroberto1978@yahoo.com.br <p>Este artigo se dedica ao estudo do romance Nos Arcanos do Império, da escritora paraibana Ezilda Barreto. Ao tempo que nosso enfoque se volta para o mapeamento da escrita&nbsp; de autoria feminina na Paraíba, no sentido de tornar visível escritoras invisíveis nos compêndios históricos da literatura brasileira; também analisamos uma narrativa paraibana de autoria feminina que problema o tema da escravidão e do racismo negro em tempos de regime imperial. Para fundamentar nossos posicionamentos sobre autoria feminina paraibana e racismo na literatura brasileira nos apoiamos em Heloísa Buarque de Hollanda e Lúcia Araújo, Marcos Odilon, Gemy Candido, Iris Vasconcelos e Silvana Souza, entre outras referências recorridas ao longo das análises.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Invisibilidade. Século XX. Autoria feminina paraibana. Racismo.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14627 ESCRAVOS E SERTANEJOS: HORIZONTE SOCIAL DO SÉCULO XIX, RESISTÊNCIA E TENSÕES EM VIDAS SECAS 2020-10-28T14:05:39-03:00 Andrius Felipe Roque andrius.roque@ifpr.edu.br Ana Maria de Fátima Leme Tarini ana.tarini@ifpr.edu.br <p>A partir da leitura da representação do escravo negro nos discursos político-históricos do século XIX, considerando ainda a hipótese de que ela formará, incidentalmente ou não, a matéria bruta para o retrato ficcional do sertanejo do século XX, este estudo propõe análise do romance&nbsp;<em>Vidas Secas</em>&nbsp;em suas soluções éticas e estéticas para a representação do oprimido, dialogando, portanto, com o pensamento social do século XIX e suas cristalizações sobre o negro escravo. Ao fim, espera-se ter demonstrado como&nbsp;<em>Vidas Secas</em>&nbsp;atualiza a apropriação do pobre na literatura, afastando-se das representações eivadas de vícios e preconceitos cristalizados pelo pensamento dominante.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Vidas Secas. Escravidão. Sertanejo. Pensamento social.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14628 CONFLUÊNCIAS E PLURIPOTENCIALIDADES DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS 2020-10-28T14:06:35-03:00 Vanessa Silva dos Santos vsilvasantos1@gmail.com Roberto Henrique Seidel rseidel@uneb.br <p>Partindo dos conceitos de confluência e pluripotência, tratados por Antônio Bispo dos Santos, na obra <em>Colonização, quilombos: modos e significações</em> (2015), explicitamos diferentes modos de existir e resistir das religiões afro-brasileiras em território diaspórico. Por meio dos exemplos das manifestações religiosas do terecô, da cidade de Codó, no Maranhão, e do jarê, da Chapada Diamantina, na Bahia, argumentamos em favor da pluripotencialidade e do bem viver em confluência com a natureza e as relações estabelecidas com os seres intangíveis enquanto dispositivos dessas comunidades em sua continuidade e salvaguarda. Com isso, pretendemos demonstrar aos leitores como a plasticidade dessas religiosidades não apenas colabora historicamente para a sua continuidade, mas também lhes confere a possibilidade de constante transformação, no sentido de sua repotencialização por intermédio da heterogoneidade de confluências.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Confluência. Pluripotência. Religiões afro-brasileiras. Jarê. Terecô.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14629 O QUESTIONAMENTO DO EXIBICIONISMO MACHISTA NA OBRA DE ELVIRA VIGNA 2020-10-28T14:07:20-03:00 Ricardo Araújo Barberena ricardobarberena@hotmail.com Ana Carolina Schmidt anacsferrao@gmail.com <p>O presente trabalho encarrega-se de vislumbrar a representação das mulheres, principalmente as personagens que exercem trabalho sexual, na obra de Elvira Vigna, <em>Como se estivéssemos em palimpsesto de putas</em> (2016). A narrativa expõe a perspectiva machista que persegue as mulheres em geral e apresenta uma série de estigmas para então derrubá-los com os questionamentos de uma aguçada narradora. Homi Bhabha estabelece que o estereótipo é uma cadeia contínua de outros estereótipos, tal conceito norteará a análise, posto que trataremos dos aspectos que compõem a representação das personagens. Ainda sobre as ferramentas de opressão abordaremos as palavras Pierre Bourdieu sobre violência simbólica, assim como elucidaremos acerca de identidade e representação com o amparo de Regina Dalcastagné e Stuart Hall. Debruçando-nos sobre o texto ficcional apontaremos a visão falocêntrica que surge para ser problematizada ou até mesmo ridicularizada, expondo assim o exibicionismo machista.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE:</strong> Mulher. Estereótipo. Subjetividade.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura https://www.jornaisdesergipe.ufs.br/index.php/interdisciplinar/article/view/14630 A SOCIEDADE DO CANSAÇO NA PAULICEIA DE LUCIANA TONELLI 2020-10-28T14:08:09-03:00 Antonio Eduardo Soares Laranjeira alaranjeira@ufba.br <p><em>Flagrantes do tempo: poema-reportagem na pauliceia</em>, de Luciana Tonelli, pode ser considerado como um conjunto de poemas que, apesar das singularidades, compõem uma unidade, nomeada pela poeta “poema-reportagem”. Lido como um percurso por São Paulo, o livro expõe, pelo olhar do sujeito lírico <em>voyeur</em>, o cotidiano urbano capitalista, em que o tempo é fragmentado e, ora os indivíduos estão submetidos à voracidade e à velocidade das horas, ora ao tempo que permite a deriva do olhar. Neste trabalho, pretende-se, a partir de poemas selecionados, refletir sobre como a configuração da urbe capitalista contemporânea limita as vidas dos cidadãos, dando forma ao que Byung-Chul Han denomina sociedade do cansaço. Por uma abordagem transdisciplinar dos estudos literários, busca-se perceber na lírica de Luciana Tonelli como o sujeito urbano é representado em sua exaustão, bem como em condições favoráveis para a reinvenção de suas vidas.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Luciana Tonelli. Sociedade do cansaço. Sujeito lírico <em>voyeur</em>.</p> 2020-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura