Verossimilhança hiper-real nos quadrinhos de Alan Moore

Resumo

Desde a Grécia antiga diversos autores têm procurado dar aparência de realidade à ficção. Essa estratégia, chamada de verossimilhança por Aristóteles foi evoluindo ao logo do tempo em diversas mídias, com destaque para o meio quadrinhístico, tornando-se cada vez mais elaborada, ela cria no leitor uma espécie de imersão em que ele se sente dentro da história. Essa estratégia pode chegar ao ponto de uma verossimilhança hiper-real, em que o leitor chega mesmo a confundir-se, achando que está diante de algo real. Entre os elementos da verossimilhança hiper-real incluem-se o detalhismo do texto, o uso de pessoas reais e ficcionais, o uso de documentos ficcionais criados à semelhança dos oficiais e outros. O artigo foca principalmente no trabalho de Alan Moore (em conjunto com diversos desenhistas), que em obras como Watchmen, 1963 e Promethea utiliza desses recursos fazendo com que o leitor se sinta imerso na história contada.

Biografia do Autor

Ivan Carlo Andrade de Oliveira, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

Doutor em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (UFG) – Docente da Universidade Federal
do Amapá (UNIFAP). Com o pseudônimo de Gian Danton tem publicado quadrinhos e textos de ficção literária
desde 1989. Membro Diretivo e Pesquisador da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS). 

Publicado
2020-06-02